Desarmar a população é a solução?

Antes, durante e depois da aprovação do Estatuto do Desarmamento, em 2003, a legislação que controla as armas de fogo no Brasil tem sido alvo de disputas. Com o crescimento das redes sociais e a aproximação da eleição de 2018, o tema voltou com força.

Pelo menos três projetos legislativos – entre as dezenas de propostas no Congresso que tentam alterar ou até extinguir o estatuto por meio de plebiscito em 2018 – contam hoje com grande apoio de ferramentas de participação popular no Congresso para seguir em frente.

Defensores da revisão do Estatuto do Desarmamento argumentam que a legislação atual é muito restritiva no acesso de civis às armas e que se este acesso fosse ampliado, a crescente violência no país poderia ser contida.

Fonte: http://www.bbc.com/portuguese/brasil-41493672

 

Mas, será mesmo que essa é a solução para a violência? Particularmente eu acredito que o desarmamento da população só piora a situação já que os bandidos jamais deixarão de ter suas armas ilegais. Se eu não posso me defender é muito mais fácil eu ser atacado…

Mas essa é uma opinião pessoal minha e as discussões são bem mais complexas do que apenas permitir ou não venda de armas e envolve muita questão psicológica e emocional que é praticamente impossível mensurar. O fato é que vivemos em situação cada vez mais precária em relação à segurança pública.

Nos Estados Unidos, a discussão também é constantemente levantada, ainda mais quando acontece episódios como o massacre em Las Vegas no começo desse mês.

Lá, os defensores da comercialização dizem que a restrição viola a 2ª Emenda da Constituição do país, a qual diz que, “sendo necessária à segurança de um Estado livre a existência de uma milícia bem organizada, o direito do povo de possuir e usar armas não poderá ser infringido”.

Neste link: http://www.bbc.com/portuguese/internacional-41501743 temos 8 gráficos bem interessantes que explicam a cultura das armas nos EUA.

 

É um assunto bastante complexo e cada parte defende sua opinião com unhas e dentes. Cada um de nós precisa estudar a fundo o assunto e aproveitar o plebiscito de 2018, se ele for mesmo incluído, para podermos opinar com a consciência de que nossas escolhas afetarão, irremediavelmente, o futuro de todos.

 

Por: Ronaldo Chevalier.

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