DIA 03 – HAJIS DON’T SURF
Entre um bom dia senhores e muitos UHAS motivados, voltamos a linha de tiro para o “aquecimento dos canos”, no terceiro dia do Seminário Artes de Combate. O grupo novamente dividido em equipes Alpha e Bravo teve dois blocos de instrução, constando de táticas em dupla, fundamentos do CQB e uma pista de combate com pistola, em uma pequena e saudável disputa entre os instruendos.
Enquanto Alpha realizava o treinamento de CQB em duplas, Bravo passava pela pista de tiro, que envolvia conceitos de solução de panes, dois disparos em cada alvo, comunicar, deslocar, recarga tática e como um plus, três disparos de calibre 12 em alvos de metal à 7 jardas.
Durante o exercício de combate em ambientes confinados, a ênfase foi dada na comunicação, cobertura e deslocamento, da dupla, sempre tendo a certeza de que enquanto um operacional cobria a área de risco, outro se deslocava para o próximo ponto de entrada. Com tanta técnica a ser trabalhada, a manhã passou como um furacão e quando percebemos já passava das duas da tarde. Encerramento da instrução na área do stand para que todos tirassem fotos, desequipassem e seguissem para um hotel na cidade de West Corvina para a palestra a ser proferida pelo instrutor Erik “Mad Mac” Mackenzie.
Eric já esteve no Iraque por algumas vezes tendo trabalhado para empresas como Triple Canopy, na área de segurança e proteção pessoal. Durante sua palestra, apresentou as condições de batalha naquele ambiente, bem como as condições as quais os “civilian contracts” tem enfrentado, como problemas de suporte logístico, apoio, trabalho conjunto com forças militares e os confrontos contra os insurgentes. Como mote (lema) do curso, a frase baseada na fala do coronel Kilgore no filme Apocalipse Now, adaptada aos dias de hoje: – HAJIS DON’T SURF! (Haji – forma como são chamados os insurgentes islâmicos).
Surfando ou não, segundo Mac, seu acampamento em Basra era atacado diariamente por morteiros, em uma chuva constante, não restando outra alternativa senão buscar a proteção de bunkers enquanto se tentava localizar a origem dos disparos. Finda a palestra, diplomas entregues, agradecimentos feitos, o clima de descontração aumentou ainda mais com o churrasco de final de curso, com sabor de comida mexicana e feijões que só traziam ainda mais lembranças de casa.
Felizes pela missão cumprida e pelo ótimo treinamento realizado, só nos resta agora esperar pelo COMBAT ARTS SEMINAR 2010.
Semper fi
Rodrigo Müller






